O incentivo ao registro de patentes na China

Existe um pensamento a cerca do setor de inovação chinês que costuma definir os seus produtos e/ou empresas como uma fábrica de “cópia” ou “imitação” dos demais produtos existentes no mundo e, principalmente, dos produtos americanos. Essa forma de pensar é completamente preguiçosa, uma vez que os dados atuais sobre o mercado de inovação na China não sustentam de forma alguma esse pensamento.

Em 2019 a China foi líder mundial em pedidos de patentes segundo relatório da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, um dado extremamente importante para invalidar o pensamento mencionado, uma vez que para obter o registro de uma patente faz-se necessário comprovar o grau de originalidade desse produto, seja no seu diferencial competitivo ou um detalhe técnico, por exemplo, confrontando a ideia de que tudo produzido pela China é “imitação”. O grande responsável pelo aumento no número de pedidos de patentes no país é próprio governo, que se faz responsável por oferecer incentivos financeiros à inovação no país, bem como o incentivo na educação sobre o tema.

Em razão disso, para ser uma empresa inovadora na China, é necessário obter o registro de patente com a finalidade de ressaltar o grau de originalidade dos seus produtos e serviços, haja vista que o mercado chinês possui diversas empresas e o que diferencia uma empresa inovadora de um estabelecimento comum é ressaltar a sua originalidade através do registro de uma patente. Por isso, a China está cada vez mais empenhada em mudar a sua imagem no setor da inovação perante às demais nações do mundo, o governo acredita em mais empresas como a gigante chinesa Meituan, empresa dona de uma plataforma que agiliza a entrega e reserva de serviços alimentícios, ingressos de cinema e hotéis, que foi considerada pela Fast Company a empresa mais inovadora do mundo.

Portanto, a China se mostra como um mercado extremante atraente para inovar, em razão dos incentivos públicos feito pelo governo através de benefícios econômicos concedidos àqueles que possuem patentes registradas e, principalmente, graças ao incentivo no setor da educação sobre o tema, uma vez que o responsável por tornar os recursos concedidos eficientes não é a disponibilidade em massa deles no mercado, mas sim uma população que sabe utilizá-lo de maneira ágil e inovadora.

Artigo escrito por Bárbara Oliveira.

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